Arquivo da categoria: Linguagens

III WFE – Linguagens e métodos – Programação

Quarta-feira, 13/07

9:30 h – Abertura do evento

9:45 – Minicurso “Leitura de textos filosóficos no Ensino Médio” 

Prof.ª Marta Vitória de Alencar (EA/USP)

*

14h – Mesa redonda “O ensino de filosofia para jovens e adultos: perspectivas metodológicas”

Prof. Gustavo Coelho (Colégio Israelita Brasileiro e no Colégio São Judas Tadeu) – “O ensino de filosofia para jovens e adultos: perspectivas metodológicas”

Prof. Rúbia Vogt (CAp/UFGRS) – “Pensando uma alfabetização filosófica na EJA”

Moderadora: Inara Zanuzzi (UFRGS)

*

16:30 – Mesa redonda “A Filosofia na Base Nacional Comum Curricular”

Prof. Edgar Lyra (PUC-Rio) – “A Filosofia BNCC: princípios e crônicas”

Prof. Prof. Ronai Pires da Rocha (UFSM)

Moderadora: Prof.ª Gisele Dalva Secco (UFRGS)

*

Quinta-feira, 14/07

9:30 – Minicurso “Leitura de textos filosóficos no Ensino Médio” 

Prof.ª Marta Vitória de Alencar (EA/USP)

*

14h – Mesa redonda – “Filosofia para/com/e crianças: Quais linguagens? Quais métodos?”

Professores:

Fábio Gai Pereira (UFRGS/ EMEF Vereador Carlos Pessoa de Brum/ Colégio N. Sra. do Bom Conselho);

João Francisco Siqueira Rodrigues (EMEFs Heitor Villa-Lobos/América/Emílio Meyer);

Rafael Ramos Cioquetta (CMEBs Eva Karnal Johann/ Alberto Pasqualini)

*

16:30 – Mesa redonda – “A formação de professores de filosofia entre a graduação e a pós-graduação”

Prof. Edmilson Paschoal (UFPR) – “O PROF-FILO: aparecimento, configuração e desafios”

Prof. Edgar Lyra (PUC-Rio) – “A Filosofia no Ensino Médio brasileiro: a importância da formação docente”

Moderadora: Prof. Raphael Zillig (UFRGS)

*

Sexta-feira, 15/07

9:30 – Minicurso “Leitura de textos filosóficos no Ensino Médio” 

Prof.ª Marta Vitória de Alencar (EA/USP)

*

14h – Palestra – “Linguagens e métodos: de um ponto de vista sociológico”

Prof. Ronai Pires da Rocha (UFSM)

*

16h – Roda de conversa – Escolas e ocupações: sobre a escola que virá

Organizada com a colaboração do Prof. Rafael Padilha (EMEF José Loureiro da Silva)

 

Escolas e ocupações: sobre a escola que virá – encerramento do III WFE

A tarde de encerramento de nosso evento terá duas atividades.

A primeira delas é a palestra do nosso querido Professor Ronai Rocha, da UFSM, intitulada “Linguagens e métodos: de um ponto de vista sociológico”. O resumo pode ser acessado aqui.

A segunda, última do evento e para nada menos importante, é a roda de conversa sobre os movimentos de ocupação das escolas brasileiras.

Esta atividade está sendo articulada em colaboração com o Professor Rafael Padilha (EMEF José Loureiro da Silva), e contará com a presença de alunos e professores que participaram de ocupações em escolas de Porto Alegre, além da contribuição do Prof. Edgar Lyra, que esteve em contato direto com ocupações na cidade do Rio de Janeiro e, claro, todos os que se sentirem motivados a colaborar com a construção de uma compreensão dos processos políticos e pedagógicos em jogo nesses movimentos.

A propósito, o professor Edgar enviou este vídeo intitulado Ocupa EM, produzido pelos NINJA, sobre as ocupações no Rio, para quem quiser conferir.

Vamos pensar nisso juntos e com todas as ferramentas que temos?

20160516123536_1223028-493414

(Foto de Antonio Paz, extraída do site do Jornal do Comércio)

Filosofia para/com/e crianças: Quais linguagens? Quais métodos?

Na tarde do segundo dia de evento falaremos sobre filosofia e infância na escola. Vejamos os resumos de nossos colaboradores:

Quem pode filosofar?

Fábio Gai Pereira/UFRGS/ EMEF Vereador Carlos Pessoa de Brum/ Colégio N. Sra. do Bom Conselho

É difícil estabelecer um critério para distinguir quem está capacitado a filosofar. Talvez antes seja necessário definir o que é filosofarpara então podermos estabelecer as características necessárias para que se possa exercer essa atividade. A noção de problema filosófico, aqui, pode ajudar. Assumamos que um problema filosófico seja um desafio lançado por uma pergunta filosófica. Admitamos, pelo menos, quatro características de uma pergunta filosófica: 1) sempre ligada à tentativa de compreensão de grandes temas como a natureza da liberdade, os limites do conhecimento, a formação dos juízos estéticos, enfim; 2) é profunda, pois exige um esforço que vai além dos simples questionamentos cotidianos; 3) é complexa, pois não pode ser respondida com um mero sim ou não; 4) é respondida com um debate de ideias e não com uma pesquisa ou com algum método experimental. Bem, a partir desses elementos, se tentar resolver um problema filosófico com todas as possibilidades que se tem, com todos os instrumentos intelectuais que se conhece no momento, mesmo que não sejam os melhores, se estar nessa empreitada com todo o empenho genuíno é fazer filosofia, então não vejo motivo para não reconhecer a legitimidade do exercício filosófico de uma criança que está tentado revolver um problema filosófico com aquilo que possui, com toda a entrega possível e com o desejo verdadeiro de encontrar a resposta.

IMG_2086

Possibilidades e limites do ensino público em periferias de Porto Alegre: o vínculo afetivo como um fundamento pedagógico

João Francisco de Siqueira Rodrigues (EMEFs Heitor Villa-Lobos/América/Emílio Meyer)

Uma metodologia teoricamente consistente não oferece qualquer garantia de sucesso quando se trata de lecionar em escolas de periferia de uma grande cidade. Qualquer metodologia parece estar destinada ao fracasso se não for buscado o estabelecimento de um mínimo vínculo afetivo com alunos e alunas. Esse vínculo só pode ser atingido quando o professor ou professora é visto pelos alunos como um semelhante e não como um estrangeiro em sua comunidade. O professor deve saber ceder. Nesse sentido, o atendimento equilibrado das demandas do educando, criando nele uma percepção de reconhecimento por parte do professor, é fundamental: aulas sobre temas sugeridos pelos próprios alunos, debates ao ar livre, atividades que promovam a interação entre docente e discente são instrumentos poderosos para a consolidação de um ambiente pedagógico saudável. A construção do vínculo afetivo pode configurar-se em importante fundamento para o sucesso de qualquer projeto pedagógico, bem como precioso instrumento de inclusão social.

IMG_2131

A filosofia e a interdisciplinaridade nas séries iniciais do ensino fundamental

Rafael Ramos Cioquetta (CMEBs Eva Karnal Johann/ Alberto Pasqualini)

Os professores de filosofia que tem a oportunidade de trabalhar com as séries iniciais do Ens. Fundamental tem um espaço de trabalho bastante prolífico para contribuir com o planejamento curricular característico desse âmbito educacional.  Muitas das características da formação filosófica podem ser bastante eficientes na elaboração de projetos interdisciplinares,  fundamentais para integrar as áreas do conhecimento de uma maneira coerente para os alunos.  Serão apresentas algumas considerações  sobre as possibilidades de atuação dos professores de filosofia nesse âmbito a partir de  experiências realizadas em projetos de escolas municipais da cidade em Esteio-RS.

 

Pensando uma alfabetização filosófica na EJA

Na tarde do dia 13/07, primeira do evento, os professores Gustavo Coelho (Colégio Israelita Brasileiro e no Colégio São Judas Tadeu) e a professora Rúbia Vogt (CAp/UFGRS) falarão sobre didática da filosofia na modalidade de ensino de jovens e adultos. A mediação da discussão fica por conta da professora Inara Zanuzzi (Filosofia/UFRGS).

Abaixo o resumo da comunicação da Prof.ª Rúbia (o resumo da comunicação de Gustavo pode ser acessado aqui):
6702263985_8ecd840987_o

Nesta apresentação pretendo pensar sobre uma metodologia de ensino para a filosofia na Educação de Jovens e Adultos – EJA. É fundamental, para essa reflexão, conhecer quem são os alunos da EJA. O aluno da EJA, muitas vezes, é caracterizado pelo que supostamente lhe falta, as ditas “lacunas” de aprendizagem que este grupo heterogeneamente apresenta. Contudo, a luz deve ser jogada no que já há para ponto de partida, pois os jovens e adultos da educação básica já têm conhecimentos e saberes, embora não formais. Paulo Freire, ao pensar a alfabetização de jovens e adultos, propôs que não se partisse das palavras desconhecidas, e, portanto, vazias de sentido, para seus alunos; mas sim, das “palavramundo”, aquelas já “lidas”, conhecidas e com sentido para estes alunos. Respeitando as sensíveis diferenças entre a alfabetização de jovens e adultos e o ensino de filosofia na EJA, minha proposta é pensar uma metodologia de ensino a partir das palavramundo filosóficas desses alunos, traçando aproximações entre o Método Paulo Freire de Alfabetização e o ensino de filosofia na EJA.

Programação do III WFE – Linguagens e métodos

Quarta-feira, 13/07

9h – Abertura do evento

9:30 – Minicurso “Leitura de textos filosóficos no Ensino Médio” 

Prof.ª Marta Vitória de Alencar (EA/USP)

*

14h – Mesa redonda “O ensino de filosofia para jovens e adultos: perspectivas metodológicas”

Prof. Gustavo Coelho (Colégio Israelita Brasileiro e no Colégio São Judas Tadeu) – “O ensino de filosofia para jovens e adultos: perspectivas metodológicas”

Prof. Rúbia Vogt (CAp/UFGRS) – “Pensando uma alfabetização filosófica na EJA”

Moderadora: Inara Zanuzzi (UFRGS)

*

16:30 – Mesa redonda “A Filosofia na Base Nacional Comum Curricular”

Prof. Edgar Lyra (PUC-Rio) – “A Filosofia BNCC: princípios e crônicas”

Prof. Prof. Ronai Pires da Rocha (UFSM)

Moderadora: Prof.ª Gisele Dalva Secco (UFRGS)

*

Quinta-feira, 14/07

9:30 – Minicurso “Leitura de textos filosóficos no Ensino Médio” 

Prof.ª Marta Vitória de Alencar (EA/USP)

*

14h – Mesa redonda – “Filosofia para/com/e crianças: Quais linguagens? Quais métodos?”

Professores:

Fábio Gai Pereira (UFRGS/ EMEF Vereador Carlos Pessoa de Brum/ Colégio N. Sra. do Bom Conselho);

João Francisco Siqueira Rodrigues (EMEFs Heitor Villa-Lobos/América/Emílio Meyer);

Rafael Ramos Cioquetta (CMEBs Eva Karnal Johann/ Alberto Pasqualini)

*

16:30 – Mesa redonda – “A formação de professores de filosofia entre a graduação e a pós-graduação”

Prof. Edmilson Paschoal (UFPR) – “O PROF-FILO: aparecimento, configuração e desafios”

Prof. Edgar Lyra (PUC-Rio) – “A Filosofia no Ensino Médio brasileiro: a importância da formação docente”

Moderadora: Prof.ª Lia Levy (UFRGS)

*

Sexta-feira, 15/07

9:30 – Minicurso “Leitura de textos filosóficos no Ensino Médio” 

Prof.ª Marta Vitória de Alencar (EA/USP)

*

14h – Palestra – “Linguagens e métodos: de um ponto de vista sociológico”

Prof. Ronai Pires da Rocha (UFSM)

*

16h – Roda de conversa – Escolas e ocupações: sobre a escola que virá

Organizada com a colaboração do Prof. Rafael Padilha (EMEF José Loureiro da Silva)