Arquivo mensal: junho 2017

Revisão da programação e novo local do dia 30

Informamos que a programação da quarta edição do Workshop de Filosofia e Ensino teve de ser levemente modificada, como se pode ver abaixo.

Ademais, dada a recente decisão do professorado da UFRGS em aderir à Greve Geral de sexta-feira, dia 30, o local de realização do evento, neste dia, será o Auditório do Atelier Livre no Centro Municipal de Cultura (Av. Érico Veríssimo, 307 – Bairro Menino Deus). Agradecemos à Secretaria Municipal de Educação pelo inestimável auxílio com o fornecimento deste local alternativo, que permitirá fazer deste último dia de evento um ato de resistência.

Quarta-feira, 28/06

10h – Abertura do evento

10:30 – Mostra de trabalhos do PIBID Filosofia UFRGS (Mais detalhes aqui):

Feminismo e diversidade de gênero –  Eduardo Teles e Maria Carolina Gurgacz

Um convite à filosofia a partir da mitologia e sua atualidade – Gianluca Focchesatto

Filosofia como investigação no Ensino de Jovens e Adultos – Dominique Quevedo

Feminismo sob uma perspectiva filosófica – Márcia Laux e Rafaela Antunes

Filosofia como disciplina obrigatória no Ensino Médio – Ronald da Costa e Tabaré Reynoso

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Quinta-feira, 29/06

10:30 – Exibição do documentário “Nunca Me Sonharam”

13:30 – Conferência

Menos Platão, Mais Hannah Arendt?

Ronai Pires da Rocha – UFSM

Um anúncio do conteúdo da fala do Prof. Ronai pode ser acessado aqui.

14:45 – Filosofia no Ensino Médio: Para Quê? 

Jaqueline Engelmann – IFRN

A pergunta “para quê filosofia no Ensino Médio” nos remete, de imediato, à possível utilidade que esta área de conhecimento pode desempenhar. Procurar pela utilidade da filosofia – tal como procuramos pela utilidade da matemática – é inútil. Através dela não aprenderemos técnicas que possam nos ajudar a construir, criar, curar, manipular o que quer que seja. E isso acredito que a maioria das pessoas já sabe. Portanto, a pergunta “para quê? ” foi feita com outro objetivo em mente: a disciplina escolar “filosofia” existe para quê? E em função das possíveis repostas, será que ela deveria continuar a existir nos currículos escolares? Acredito na importância da pergunta pelo fato de que mais uma vez a filosofia esteve (ou ainda está?) na pauta da política brasileira, infelizmente não tanto como objeto de reflexão – ao menos não no sentido e com a qualidade que desejaria a maioria dos filósofos e docentes – mas como componente de um jogo que muito bem poderia ser chamado jogo das cadeiras. Quando os professores de filosofia pensavam que sua disciplina havia encontrado o seu lugar no currículo escolar brasileiro, ela novamente “perdeu a sua cadeira”. Perdeu por que? Será que ela não sabe se mover adequadamente ou será que a cadeira lhe foi puxada de modo sorrateiro? Para além de qualquer discurso ideológico e/ou partidário, parece a mim que a segunda opção é mais crível. Interessante é que mesmo no cenário atual da política brasileira não foi retirada a prerrogativa da filosofia de ser responsável pelo pensamento crítico, argumentativo, autônomo. O que parece estar prevalecendo no atual ideal de formação escolar no Ensino Médio é a importância da preparação para o mercado de trabalho. O espírito crítico e a autonomia são elementos deste jogo que sempre perdem. Neste cenário turvo e turbulento, a questão sobre se a filosofia deveria ser convidada a jogar ou a se retirar do jogo, poderia ser respondida também pelo seu público alvo. Por isso, perguntei a meus alunos de 1º e 3º anos se a filosofia deveria permanecer no Ensino Médio e, se sim, por quê. O apanhado destas respostas, junto de outras reflexões, poderá nos ajudar neste debate.

15:45 – Formação docente focada em problemas filosóficos

Kelin Valeirão – UFPel

Nesta apresentação interessa levantar algumas questões relativas ao ensino de filosofia inscritas no desejo de tentar pensar filosoficamente o ensino de filosofia via os problemas filosóficos. A questão central refere-se à problematização: Como, do interior da filosofia, ensinar a filosofia? Inicialmente, parte-se do entendimento de que não existe a concepção metodológica do ensino de filosofia. Mesmo sabendo que não há uma receita pronta e segura, nesta fala irei dissertar acerca da importância de o ensino de filosofia estar comprometido com a transposição didática. Neste processo, os problemas filosóficos assumem um papel central, pois acabam dando sentido aos próprios conteúdos curriculares da disciplina de Filosofia. Afinal, se a Filosofia busca compreender o homem e o mundo, e ainda a educação deste homem que vive no mundo, defende-se que a prática educativa inclua uma posição filosófica específica. O ensino, enquanto desejo de visibilidade do invisível, é uma das experiências em que o homem mais se aproxima da sua humanidade. Cogita-se que ensinar filosofia é permitir o encontro de cada um com o seu destino e a sua condição. Nesse sentido, a presente fala assinala a importância da formação docente estar focada em problemas filosóficos.

 17h –  Fazendo planos para a EJA: planos de ensino, planos de aula

Rúbia Vogt – CAp/UFRGS

Em linguagem de dia de semana, “fazer planos” é projetar para o futuro, com uma marca de otimismo e de esperança: o que se planeja dará certo, será bom, trará melhorias. Que do uso do homem comum ao “fazer planos” guardam os planos – plano de ensino e plano de aula – das/os professoras/es? Nesta mesa redonda, gostaria de dialogar sobre planos de ensino e de aula na Educação de Jovens e Adultos, apontando, para além dos já conhecidos méritos dos planos, sua importância para a modalidade EJA. Algumas das perguntas que me movem para esta reflexão são: qual é o público para o qual os planos da EJA se destinam? Que conteúdos e métodos para sua abordagem requerem os planos desta modalidade? Que diferenças quanto aos objetivos guardam estes de planos para com aqueles voltados para o ensino médio regular? Que critérios e instrumentos de avaliação e estratégias de recuperação preventiva devemos pensar para a EJA e registrar em seus planos de ensino e de aula? Minha fala se apoiará em bibliografia, mas também em minha experiência na Educação de Jovens e Adultos.

 

18:30 – Minicurso

A retórica como elemento da formação docente

Edgar Lyra Neto – PUC-Rio

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Sexta-Feira, 30/06

13:30h – O lugar da Filosofia na formação básica

Marcelo Senna Guimarães – UNIRIO

Pode parecer surpreendente a discussão sobre a presença da Filosofia nos currículos escolares. Por um lado, afirma-se que é uma disciplina difícil e abstrata, e portanto supérflua ou excessiva. Há os que a acusam de decair necessariamente numa forma de doutrinação política e moral, denunciando-a como prejudicial e danosa a sua presença nos currículos. Por outro lado, em sua defesa acorre a necessidade de formação para a autonomia, a crítica, o desenvolvimento integral do educando, termos da legislação e dos documentos oficiais. Também se argumenta que a filosofia aprofunda e amplia o que é básico na formação, seja com o ensino dos princípios da argumentação e da lógica, com a prática do pensamento que se volta sobre seu modo de pensar nos campos do conhecimento da natureza, do discurso e da ação em seus aspectos estéticos, éticos e políticos, seja ainda com a prática de coletivos de investigação e os exercícios e experiências de pensamento, onde se afirma desenvolver capacidades e atitudes básicas, relativas à cooperação, ao cuidado com os outros e com o pensamento, com a capacidade de escutar os outros e reformular suas próprias ideias por meio dos diálogos. Ao lado dessas questões, coloca-se a da obrigatoriedade da Filosofia como disciplina ou componente curricular. Que problemas são levantados por esse caráter impositivo da formação para os estudantes e da correlata condição do professor como funcionário do Estado? Esse conjunto de questões vinculadas à discussão sobre o lugar da Filosofia na formação básica, em particular nos currículos escolares, nos oferece uma demarcação de um problema a ser abordado da perspectiva de uma educação contemporânea defrontada com questões globais e locais, numa cultura atravessada por conexões virtuais e marcada pelo domínio do valor de troca. Como abordagem capaz de levar em conta esse amplo espectro da questão, examinaremos os argumentos de Martha Nussbaum (Not for Profit) e outros autores a favor de uma educação liberal e humanista, que inclua tópicos de economia, direito, relações internacionais, história; aprendizado e experiência das linguagens e das artes; e a prática do pensamento crítico e argumentativo.

14:45 – Filosofia: uma disciplina dispensável?

Marta Vitória de Alencar – USP

A partir da promulgação da Lei 11.684/2008, no segundo Governo Lula, a filosofia retorna à escola como disciplina obrigatória. Simultaneamente, pela criação de novas universidades públicas federais ampliou-se a oferta de cursos de formação de professores, e as pesquisas na área intensificaram-se. Recentemente, no Governo Temer, a Lei 13.415/2017 determinou a retirada da obrigatoriedade da disciplina do currículo escolar. Tal mudança impacta não só o currículo e a formação escolares, mas os programas de formação estruturados para atender a demanda das escolas brasileiras por professores e pesquisadores em ensino de filosofia. Nos documentos oficiais do MEC, ainda que de modo não exclusivo, tem sido atribuída à filosofia a tarefa de desenvolver criticidade e pensamento autônomo. Para além das circunstâncias e aparentes motivações políticas, marcadas por períodos democráticos e de exceção no país, e que têm determinado a presença ou ausência da filosofia na escola, parece ser relevante analisar se há algo na própria filosofia que colaboraria para essa existência efêmera no currículo escolar brasileiro. Seria possível compreender as causas da transitoriedade da filosofia na escola a partir dela mesma? Haveria algo próprio à filosofia que a tornaria disciplina dispensável no currículo escolar brasileiro? Essa instabilidade, que impede a consolidação e acumulação de experiências de ensino de filosofia, não só aprofunda a necessidade do debate sobre o caráter e finalidade do ensino de filosofia nas escolas, mas também a discussão sobre o valor da filosofia no país, que atualmente tem a segunda maior comunidade filosófica do mundo.

15:45 – Qual História da Filosofia? Práticas e Métodos

Nastassja Saramago Pugliese – UGA/USP

A pesquisa e o ensino de história da filosofia podem ser divididas em dois campos estratégicos de reflexão: as práticas correntes e as questões metodológicas que informam tais práticas.  A prática tradicional de pesquisa e ensino de história da filosofia era, até os últimos anos, bem estabelecida e raramente posta em questão. Segundo tal prática, os temas e questões da história da filosofia são dados por uma série quase fechada de grandes autores que, começando com os Pré-Socráticos, Platão e Aristóteles, passando pela filosofia medieval cristã e pela filosofia moderna iluminista, chega à contemporaneidade (limitada ao começo do século XX) formando o que chamamos de cânone tradicional da filosofia ocidental. Tal abordagem pode ser observada nos temas da produção acadêmica presentes nos artigos científicos, em livros especializados, compêndios, dicionários, enciclopédias e materiais didáticos. As questões metodológicas que informam estas práticas tradicionais dizem respeito à hermenêutica textual e, portanto, aos critérios de análise de conceitos e dos sistemas filosóficos. Outras vezes, estas questões metodológicas discutem o peso a ser dado e os meios através dos quais incluir, na interpretação da obra, a análise de seu contexto histórico, linguístico e social. Neste trabalho iremos revisitar as práticas da pesquisa e do ensino de história da filosofia bem como as questões metodológicas tradicionais para responder as seguintes perguntas: o que é um cânone? Qual história da filosofia praticamos e podemos praticar? Quais ferramentas estão disponíveis para a o estudo das obras clássicas? A abordagem de tais questões se dará através de uma perspectiva crítica onde procuraremos mostrar os benefícios de questionarmos a nossa prática de pesquisa e ensino da história da filosofia e os métodos a partir dos quais pesquisamos as obras tradicionais.

17h – Palestra

A formação de professores no cenário atual da educação brasileira

Sérgio Roberto Kieling Franco – UFRGS

Quando se discute os problemas da educação brasileira sempre surge, como um dos temas centrais, a formação de professores. No cenário atual, temos três novidades que precisam ser consideradas: as novas Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores, as mudanças na legislação sobre o Ensino Médio e a Emenda Constitucional que fixou um teto de gastos públicos. Essas novidades devem ser analisadas à luz de problemas que não são novos, como os problemas da remuneração dos professores, das condições físicas das escolas e do papel que a educação ocupa no Brasil. A discussão desse cenário precisa nos levar a problematizar o papel social da Universidade como formadora dos professores da educação básica. Essa discussão passa tanto pela forma de ensinar, pelo quê ensinar e também pelo compromisso de disponibilizar aos sistemas educacionais egressos que possam atender à necessidade de professores. Serão apresentados, entre outros, dados de uma pesquisa recente sobre as licenciaturas da UFRGS que mostra a tendência de diplomação decrescente em certos cursos, como o de Licenciatura em Filosofia.

18:45 – Minicurso

A retórica como elemento da formação docente

Edgar Lyra Neto (PUC-Rio)

 

Detalhes da Mostra PIBID Filosofia no IV WFE

Na manhã do dia 28 de junho se inicia a quarta edição do Workshop de Filosofia e Ensino, na UFRGS.

A única atividade do dia ocorrerá neste turno, e consiste na apresentação de seis relatos de experiência e propostas de sequências didáticas elaborados por bolsistas do PIBID Filosofia da UFRGS – coordenado pelo Prof. Leonardo Porto, da Faculdade de Educação (FACED).

A mediação das discussões fica a cargo de dois ex bolsistas deste PIBID, e também do PIBID InterVale, Jeferson Huffermann e Matheus Penafiel.

Abaixo, resumos de algumas das apresentações:

Feminismo e diversidade de gênero –  Eduardo Teles e Maria Carolina Gurgacz

Apresentaremos como se desenvolveu uma oficina sobre feminismo e gênero para alunos da EJA – Ensino Médio do Colégio de Aplicação na qual somente houve participação de homens. Os autores da oficina compartilharão suas impressões gerais e as reações dos alunos, bem como o material didático produzido e utilizado nos quatro encontros em que a oficina foi desenvolvida como, por exemplo, o teste sobre machismo nomeado de “Machistômetro” e o texto “Definindo mulher/homem”, que levanta a questão da impossibilidade de se determinar o gênero do outro.

Um convite à filosofia a partir da mitologia e sua atualidade – Gianluca Focchesatto

Este trabalho pretende apresentar a estrutura geral de um plano de aulas, cujo objetivo é introduzir os alunos à filosofia a partir da mitologia. Este plano de aulas foi concebido especificamente para o contexto do EJA, para uma turma do primeiro ano do ensino médio. Constará um breve relato da sequência das aulas, acompanhado da apresentação da própria estrutura do plano de aulas e da justificação para a escolha dos materiais e situações didáticas. Nesta sequência de aulas, constam vários momentos interessantes: a apresentação da disciplina da filosofia de um modo convidativo e acessível aos alunos da EJA (desfazendo preconceitos, possíveis rechaços e “remediações” que poderiam ter para com a famigerada dificuldade da disciplina); a confecção de um ambiente que remetia à cultura grega (envolvendo decoração, música característica, exposição de slides contendo imagens de relíquias gregas representando sua mitologia, a distribuição de aforismos de pensadores e filósofos gregos) ambientando uma aula de leitura de livros de mitologia; uma saída de campo com a finalidade de conhecer referências mitológicas que constam na arquitetura tradicional da cidade de Porto Alegre; uma introdução às características, funções e atualidade da mitologia; um breve tratamento das distinções entre a mitologia e a filosofia; uma experiência com q leitura de textos filosóficos (Górgias e Platão). Este plano de aula foi concebido a partir de um conjunto de reuniões, acompanhando a sequência das aulas no sentido de fazer adaptações e ajustes pertinentes a partir dos interesses e dificuldades apresentadas em sala de aula.

Filosofia como investigação no Ensino de Jovens e Adultos – Dominique Quevedo

Neste trabalho, planejo tratar de uma amostra do que ocorreu durante minha experiência como colaboradora nos Projetos de Investigação das turmas de Educação de Jovens e Adultos. Esta experiência ocorreu no Colégio de Aplicação (CAP) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e contou com a Orientação da Professora de Filosofia Rúbia Vogt e colaboração dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). Este trabalho visa mostrar as relações professor-aluno que ocorrem no contato direto proporcionado durante o auxílio na construção dos Projetos de Investigação que os alunos fazem semestralmente. Neste Projeto, cada aluno escolhe um tema a ser investigado de acordo com o subprojeto que se inclui. No subprojeto Filosofia, o tema a ser seguido é Direitos humanos. Os alunos devem fazer pesquisas e montar um trabalho escrito e apresentação com o que escolherem falar com relação aos Direitos Humanos. Para compartilhar o processo de construção desse trabalho, pretendo descrever as relações inevitavelmente criadas entre os colaboradores e os alunos, bem como todo o esforço de ambos em uma reescolarização no mais das vezes. Como resultado, aponto o aprendizado dos colaboradores desse processo de ensino, tanto em trabalhar com o que estão preparados, e muitas vezes ir além. Bem como, do crescimento do aluno que constrói uma relação de confiança e adquire conhecimentos, sendo beneficiado mutuamente em todo esse processo.

Ética e igualdade entre humanos e animais – Alexandre Nicolini

(Resumo não fornecido.)

Experiência do Grupo de Estudos “Feminismo Sob Uma Perspectiva Filosófica” na Escola Estadual de Ensino Médio Padre Reus (Porto Alegre) – Márcia Laux e Rafaela Antunes

A criação do projeto “Feminismo Sob Uma Perspectiva Filosófica” se inicia a partir da proposta do PIBID Filosofia UFRGS para o desenvolvimento de uma oficina na escola Escola Estadual de Ensino Médio Padre Reus (escola em que atuávamos). Como o ano de 2016 foi palco de várias manifestações feministas organizadas pelas próprias alunas do colégio, enxergamos a oportunidade de ampliação dos conhecimentos sobre o tema, para que elas pudessem aliar à prática – que já era recorrente – um embasamento teórico – ainda inexistente. Para tal empreendimento, apresentamos a sugestão da criação de um grupo de estudos, ao invés de apenas uma oficina isolada, já que o tema demandava o aprendizado de extenso conteúdo e debates frequentes. A origem do mesmo se deu durante a ocupação desta escola, entrando assim na lista de atividades que os próprios alunos selecionavam para a programação da semana. A proposta era estudar as causas que impulsionaram o início do movimento no século XVIII – época que ficou marcada por dar maior visibilidade ao tema – como embasamento para debates filosóficos sobre as reivindicações das mulheres no curso da história, até os dias atuais, envolvendo conceitos como o de ética e de identidade. Buscamos também estimular a capacidade intelectual argumentativa, pretendendo gerar subsídios para que o posicionamento de ideias individuais e/ou do grupo seja sempre escolhido conscientemente. Em um segundo momento, foi proposto às alunas tarefas de pesquisas individuais sobre as diferentes correntes do feminismo com o objetivo de gerar discussões substanciais sobre a defesa e os argumentos utilizados por cada uma delas. A partir disso, cada participante do grupo poderia se identificar com uma corrente, entendendo e justificando a sua posição, ou poderia avaliar de outra forma, não se identificando com nenhuma corrente em especial, mas de acordo com mais de uma defesa presente em diferentes correntes. Com essa última atividade, tínhamos como objetivo estimular a pesquisa em grupo e, principalmente, mostrar a pluralidade do movimento feminista, desde o seu surgimento até a atualidade. No “IV Workshop de Filosofia e Ensino”, apresentaremos como foi o desenvolvimento deste projeto, bem como as reflexões construídas pelo grupo.

Filosofia como disciplina obrigatória no Ensino Médio – Ronald da Costa e Tabaré Reynoso

Apresentação de argumentos em favor da filosofia como uma disciplina especial reconhecendo, inclusive, uma didática própria que incorpora os espaços conceituais e reflexivos das demais disciplinas, resultando disso a ideia de transversalidade associada ao ensino desta atividade.  Afirmamos sem rodeios, e com necessária humildade, que ela deve cumprir, sim, sua função como disciplina obrigatória no currículo escolar. Reconhecer, entretanto, o que há de singular na filosofia enquanto disciplina, não significa assegurar-lhe um lugar proeminente seja em um currículo ao modo de presépio (sem grande interlocução entre as disciplinas), seja em um currículo orgânico (com interlocução entre as disciplinas). Relato/depoimento na condição de pibidiano(s) observador(es) de aulas de filosofia no ensino médio.

IV WFE UFRGS – Inscrições abertas

As inscrições como ouvinte do IV Workshop de Filosofia e Ensino estão liberadas no Portal de Extensão da UFRGS.

Ao clicar ao lado do nome do evento (em [INSCREVER-SE]) aparecerá uma opção por ver detalhes. Você poderá então optar por se inscrever no evento todo, ou somente no minicurso do Prof. Edgar Lyra (PUC-Rio), intitulado A retórica como elemento da formação docente – que ocorrerá nas noites de 29 e 30 de junho, a partir das 18:30.

Para detalhes sobre nossa programação consultar este link.wfe-2017-cz